Agenda ecológica e o sul global: crescimento, justiça ambiental e dívida ecológica.

O presente artigo parte do pressuposto de que a agenda ambiental se inscreve no interior da luta de poder do Sistema Internacional e se interessa pela sua interseção com os embates entre os países do Norte e do Sul Global. Em específico, ele discute a construção da visão destes dois blocos sobre as...

Full description

Bibliographic Details
Main Authors: Marcos Todt, Oscar Augusto Berg, Matheus Fröhlich
Format: Article
Language:Portuguese
Published: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (EDIPUCRS) 2019-10-01
Series:Conversas & Controvérsias
Subjects:
Online Access:https://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/conversasecontroversias/article/view/33364/18642
Description
Summary:O presente artigo parte do pressuposto de que a agenda ambiental se inscreve no interior da luta de poder do Sistema Internacional e se interessa pela sua interseção com os embates entre os países do Norte e do Sul Global. Em específico, ele discute a construção da visão destes dois blocos sobre as relações entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental. Ainda que o conceito de desenvolvimento sustentável tenha sido capaz de superar as suas posições antagônicas e evitar o boicote dos países do Sul à agenda implementada pela ONU, ele representou um ganho da ideia de crescimento econômico sobre as propostas de descrescimento e de redistribuição. Ainda, ele permitiu a manutenção do descaso dos países do Norte e do Sul a respeito de ideias como Justiça Ambiental e dívida ecológica. Para os países do Sul, em especial, isso representa uma ocasião perdida na luta contra a reprodução de desigualdades sistêmicas e internas, reforçando, assim, a sua posição de dependência em relação ao Norte.
ISSN:2178-5694
2178-5694