Pascal e o amor-próprio

Uma abordagem lexográfica do amor próprio nos escritos de Pascal: carta (1651) sobre a morte de seu pai, frag. La 978 e nove ocorrências nos Pensamentos. A partir dos diferentes "amores-próprios" enumerados pela tradição, o amor-próprio natural de Adão, anterior à Queda, que para Tomás de...

Full description

Bibliographic Details
Main Author: Jean-Robert Armogathe
Format: Article
Language:deu
Published: Universidade Federal de Minas Gerais 2006-12-01
Series:Kriterion
Subjects:
Online Access:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2006000200003
Description
Summary:Uma abordagem lexográfica do amor próprio nos escritos de Pascal: carta (1651) sobre a morte de seu pai, frag. La 978 e nove ocorrências nos Pensamentos. A partir dos diferentes "amores-próprios" enumerados pela tradição, o amor-próprio natural de Adão, anterior à Queda, que para Tomás de Aquino é indiferente, é identificado por Jansenius como pervertido em concupiscência. Em sua Apologia, Pascal segue a linha jansenista de um modo tão radical que os teólogos de Port-Royal julgaram preciso mitigar seus sentimentos a ponto de contradizê-lo, como fez Nicole, que descreveu o amor-próprio como um substituto hipocrítico do comportamento virtuoso.<br>A lexicological approach of self-love in Pascal’s writings: letter (1651) about his father’s death, frag. La 978 and nine occurrences in the Pensées. From the different "self-loves" enumerated by the tradition, Adam’s natural self-love, before the Fall, which is indifferent for Thomas Aquinas, is identified by Jansenius as perverted into concupiscentia. In his Apology, Pascal follows the Jansenist line, in such a radical way that the Port-Royal theologians found necessary to mitigate his feelings, up to contradict him, like Nicole did, who described self-love as a hypocritical substitute to virtuous behaviour.
ISSN:0100-512X