Monocausalidade e teoria da crise: uma resposta a David Harvey
Michael Roberts oferece uma crítica abrangente a Harvey e argumenta que Marx nunca abandonou a lei da queda tendencial da taxa de lucro como uma explicação relevante para as crises. Ele nunca voltou à teoria simplesmente porque estava satisfeito com ela. Ao invés de desenvolver a teoria, tentou des...
Main Author: | |
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Format: | Article |
Language: | Spanish |
Published: |
Editora da Geografia
2019-04-01
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Series: | Geografares |
Subjects: | |
Online Access: | https://www.portaldepublicacoes.ufes.br/geografares/article/view/24382 |
Summary: | Michael Roberts oferece uma crítica abrangente a Harvey e argumenta que Marx nunca abandonou a lei da queda tendencial da taxa de lucro como uma explicação relevante para as crises. Ele nunca voltou à teoria simplesmente porque estava satisfeito com ela. Ao invés de desenvolver a teoria, tentou descobrir como usá-la para explicar a natureza cíclica do capitalismo bem como sua natureza transitória. Roberts defende que os pressupostos da lei são realistas e podem ser reduzidos a apenas dois: que a força de trabalho é a única fonte de valor e que a acumulação de capital leva ao aumento da composição orgânica do capital. O autor se opõe à visão de que cada crise tenha uma origem diferente e “conjuntural”. A natureza recorrente das crises capitalistas implica que tenham uma causa comum.
Tradução: Cássio Arruda Boechat (cassio.boechat@ufes.br)
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ISSN: | 1518-2002 2175-3709 |