Summary: | Os pressupostos estruturalistas dirigiam a atenção dos estudiosos da linguagem para o código da língua sem desenvolver uma preocupação com relação aos contextos pragmáticos da produção textual-discursiva. Entretanto, o estruturalismo lingüístico não alcançou os resultados esperados e isso levou à necessidade de introduzir novas noções no processo de ensino/aprendizagem. Uma dessas noções foi a de competência lingüística, que surgiu dos trabalhos de Chomsky sobre a teoria sintática. Chomsky considera que os seres humanos têm uma inclinação inata para inferir as regras da língua a partir do input ao qual estejam expostos. Uma vez deduzidas essas regras, estes podem criar e compreender expressões nunca ouvidas antes, ou seja, podem elaborar seu conhecimento lingüístico da língua materna (LM). Assumimos, neste trabalho, que esse princípio chomskyano também pode ser utilizado para as línguas estrangeiras (LE), isto é, que a dotação genética para a linguagem dirige as hipóteses do aprendiz para os pontos relevantes à construção da LE.
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