Summary: | Introdução: O sangue é um tecido vivo e a transfusão sanguínea e de seus componentes é um procedimento universalmente aceito e com efeitos benéficos comprovados, mas não é isento de riscos. As reações adversas podem ocorrer mesmo quando a transfusão é bem indicada. Por esse motivo é de extrema importância que as equipes assistenciais saibam identificar precocemente e conduzir este processo. As reações transfusionais se classificam quanto ao tempo do aparecimento do quadro clínico, a gravidade da reação e ao mecanismo fisiopatológico (imune ou não imune). Objetivo: Descrever os cuidados de enfermagem durante a reação transfusional febril não hemolítica. Métodos: Trata-se de um relato de experiências de enfermeiras que atuam na equipe transfusional e na unidade de transplante de células-tronco hematopoiéticas de um hospital universitário do sul do país. Resultados: A reação febril não hemolítica (RFNH) é uma reação transfusional comum e é caracterizada pelo aumento de um grau, ou mais, na temperatura, com ou sem calafrios, sensação de frio e desconforto que ocorre durante ou até 24 horas após o início da transfusão, sem outros motivos associados. Em nosso hospital, ao perceber que o paciente pode estar apresentando uma RFNH, é preconizado: interromper a transfusão, manter acesso venoso com solução salina, verificar sinais vitais, solicitar avaliação médica, administrar antitérmico conforme prescrição, coletar novos testes de compatibilidade transfusional e hemoculturas do paciente. A equipe transfusional deve ser comunicada para realizar a investigação e a notificação da reação para a autoridade sanitária. Caso ainda tenha hemocomponente residual na bolsa, ela deve ser encaminhada para ser realizada a hemocultura do material. Discussão: RTFNH é uma reação transfusional comum e a equipe de enfermagem deve estar apta a identificá-la e tratá-la precocemente. É de extrema importância que a equipe de enfermagem tenha conhecimento técnico e domínio dos sinais e sintomas relacionados à reação transfusional, visto que sua evolução sem intervenção necessária pode evoluir para um desfecho desfavorável. Conclusão: Os cuidados de enfermagem incluem o diagnóstico rápido e correto de RFNH. Ressalta-se a importância de treinamento inicial e periódico a fim de prevenir, minimizar ou evitar danos ao receptor, sendo a transfusão uma responsabilidade de todos os profissionais envolvidos no processo, desde a solicitação, o preparo, a administração e a supervisão da transfusão.
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