Editorial
Vivemos um momento único nas nossas vidas em que a importância dos sistemas de saúde nas sociedades atingiu uma relevância inimaginável. A capacidade de resistência e adaptação dos serviços de saúde a um fenómeno nunca antes vivido, apenas estudado e remontando a tempos longínquos que em nada se as...
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Format: | Article |
Language: | English |
Published: |
Formifarma, LDA.
2020-11-01
|
Series: | Revista Portuguesa de Farmacoterapia |
Online Access: | http://revista.farmacoterapia.pt/index.php/rpf/article/view/306 |
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author | Sérgio Vilão |
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Vivemos um momento único nas nossas vidas em que a importância dos sistemas de saúde nas sociedades atingiu uma relevância inimaginável. A capacidade de resistência e adaptação dos serviços de saúde a um fenómeno nunca antes vivido, apenas estudado e remontando a tempos longínquos que em nada se assemelham com a modernidade, é o grande receio que norteia a reação à crise pandémica.
Ainda completamente alerta perante um desafio presente, que se afigura longe de ultrapassado, surgem diversas iniciativas que visam alertar para a necessidade de apresentar respostas perante uma situação que perdurará na nossa sociedade por tempo indeterminado, com a qual teremos que caminhar preservando as diversas dimensões da Saúde enquanto não menos imperioso será salvaguardar a Economia do país. O Conselho Nacional de Saúde divulgou uma reflexão sobre a resposta de Portugal à pandemia na qual emite um conjunto de recomendações para antecipar e minimizar as consequências de uma crise económica e social que parece inevitável. Também o documento «Visão Estratégica para o Plano de Recuperação Económica de Portugal 2020-2030», elaborado pelo Professor António Costa Silva, enquadra as opções e prioridades que deverão orientar a recuperação dos efeitos económicos adversos causados pela atual pandemia, lembrando que é essencial contemplar o reforço do investimento em diversas vertentes que incluem necessariamente o Serviço Nacional de Saúde.
O Ministério da Saúde tem demonstrado tenacidade e solidez na gestão de uma situação que todos os dias coloca novos e desconhecidos desafios. Não obstante, António Lacerda Sales substituiu Jamila Madeira no cargo de Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, enquanto Diogo Serras Lopes, até aqui vice-presidente do conselho diretivo da Administração Central do Sistema de Saúde, passou a integrar a equipa liderada por Marta Temido, assumindo funções como Secretário de Estado da Saúde.
O INFARMED, I.P. disponibilizou o seu «Plano Estratégico 2020-2022» no qual emergem como temas de interesse: capacidade interna, acesso e acessibilidade, participação ativa, criação de valor e regulação e supervisão. A estratégia definida assenta nestes cinco objetivos estratégicos, aos quais estará subjacente o reforço da colaboração europeia. Recordamos a este propósito que a disponibilidade de tecnologias de saúde, nomeadamente os medicamentos e a sua produção no espaço Europeu, é um tema de grande pertinência na atualidade, que levou a comissão europeia a definir uma estratégia de apoio ao desenvolvimento das indústrias da saúde e reforço das estruturas dos sistemas de saúde.
Os diversos profissionais de saúde tiveram um papel fundamental na linha da frente, nos hospitais, nos cuidados primários de saúde e rede de saúde pública, determinante na primeira fase da pandemia. É também de referir o papel dos farmacêuticos, muito menos publicitado, que demonstraram uma elevada capacidade de resposta em tempos de pandemia, nas farmácias comunitárias, nos laboratórios de análises, nas fábricas de medicamentos, e também noutras funções essenciais para o sistema de saúde. Enobrecem uma profissão que, como outras na saúde, mesmo correndo riscos, não baixa os braços e continua a desempenhar um papel fundamental para a sociedade.
Nesta edição acolhemos uma vez mais os resumos das comunicações do Congresso Nacional dos Farmacêuticos, que decorre em simultâneo com o XIV Congresso Mundial dos Farmacêuticos de Língua Portuguesa. Esta é uma iniciativa que prestigia a Revista Portuguesa de Farmacoterapia e que oferece também aos responsáveis pelas comunicações efetuadas a possibilidade de as disponibilizar numa plataforma de ampla difusão e livre acesso a toda a comunidade científica.
Pesem embora os condicionalismos do momento, também a Revista Portuguesa de Farmacoterapia não poderia deixar de concretizar o já habitual espaço de debate sobre os temas mais atuais no sector do medicamento que representa a Reunião Anual “Controvérsias com Medicamentos”. A IX edição decorre no dia 11 de Novembro de 2020, com transmissão simultânea online e, como habitualmente, o programa centra-se em questões relacionadas com a política de saúde e do medicamento, em particular nas condicionantes do acesso ao mercado.
Nesta edição da RPF publicamos ainda a carta ao editor “O Impacto da COVID-19 nos Farmacêuticos Portugueses: Fadiga e Exaustão Emocional”, o artigo de revisão “Preparações Vaginais: Ontem, Hoje e Amanhã” e o artigo de opinião “Ações de Saúde e Económicas como Resposta à Pandemia do SARS-CoV-2 no Brasil”. Disponibilizamos ainda as secções de documentos publicados, normas aprovadas e em consulta, legislação relevante, agenda e prémios para o próximo trimestre, que julgamos ser de relevante interesse para os nossos leitores.
O Editor-Chefe
Sérgio Vilão
Novembro 2020
|
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format | Article |
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Ainda completamente alerta perante um desafio presente, que se afigura longe de ultrapassado, surgem diversas iniciativas que visam alertar para a necessidade de apresentar respostas perante uma situação que perdurará na nossa sociedade por tempo indeterminado, com a qual teremos que caminhar preservando as diversas dimensões da Saúde enquanto não menos imperioso será salvaguardar a Economia do país. O Conselho Nacional de Saúde divulgou uma reflexão sobre a resposta de Portugal à pandemia na qual emite um conjunto de recomendações para antecipar e minimizar as consequências de uma crise económica e social que parece inevitável. Também o documento «Visão Estratégica para o Plano de Recuperação Económica de Portugal 2020-2030», elaborado pelo Professor António Costa Silva, enquadra as opções e prioridades que deverão orientar a recuperação dos efeitos económicos adversos causados pela atual pandemia, lembrando que é essencial contemplar o reforço do investimento em diversas vertentes que incluem necessariamente o Serviço Nacional de Saúde. O Ministério da Saúde tem demonstrado tenacidade e solidez na gestão de uma situação que todos os dias coloca novos e desconhecidos desafios. Não obstante, António Lacerda Sales substituiu Jamila Madeira no cargo de Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, enquanto Diogo Serras Lopes, até aqui vice-presidente do conselho diretivo da Administração Central do Sistema de Saúde, passou a integrar a equipa liderada por Marta Temido, assumindo funções como Secretário de Estado da Saúde. O INFARMED, I.P. disponibilizou o seu «Plano Estratégico 2020-2022» no qual emergem como temas de interesse: capacidade interna, acesso e acessibilidade, participação ativa, criação de valor e regulação e supervisão. A estratégia definida assenta nestes cinco objetivos estratégicos, aos quais estará subjacente o reforço da colaboração europeia. Recordamos a este propósito que a disponibilidade de tecnologias de saúde, nomeadamente os medicamentos e a sua produção no espaço Europeu, é um tema de grande pertinência na atualidade, que levou a comissão europeia a definir uma estratégia de apoio ao desenvolvimento das indústrias da saúde e reforço das estruturas dos sistemas de saúde. Os diversos profissionais de saúde tiveram um papel fundamental na linha da frente, nos hospitais, nos cuidados primários de saúde e rede de saúde pública, determinante na primeira fase da pandemia. É também de referir o papel dos farmacêuticos, muito menos publicitado, que demonstraram uma elevada capacidade de resposta em tempos de pandemia, nas farmácias comunitárias, nos laboratórios de análises, nas fábricas de medicamentos, e também noutras funções essenciais para o sistema de saúde. Enobrecem uma profissão que, como outras na saúde, mesmo correndo riscos, não baixa os braços e continua a desempenhar um papel fundamental para a sociedade. Nesta edição acolhemos uma vez mais os resumos das comunicações do Congresso Nacional dos Farmacêuticos, que decorre em simultâneo com o XIV Congresso Mundial dos Farmacêuticos de Língua Portuguesa. Esta é uma iniciativa que prestigia a Revista Portuguesa de Farmacoterapia e que oferece também aos responsáveis pelas comunicações efetuadas a possibilidade de as disponibilizar numa plataforma de ampla difusão e livre acesso a toda a comunidade científica. Pesem embora os condicionalismos do momento, também a Revista Portuguesa de Farmacoterapia não poderia deixar de concretizar o já habitual espaço de debate sobre os temas mais atuais no sector do medicamento que representa a Reunião Anual “Controvérsias com Medicamentos”. A IX edição decorre no dia 11 de Novembro de 2020, com transmissão simultânea online e, como habitualmente, o programa centra-se em questões relacionadas com a política de saúde e do medicamento, em particular nas condicionantes do acesso ao mercado. Nesta edição da RPF publicamos ainda a carta ao editor “O Impacto da COVID-19 nos Farmacêuticos Portugueses: Fadiga e Exaustão Emocional”, o artigo de revisão “Preparações Vaginais: Ontem, Hoje e Amanhã” e o artigo de opinião “Ações de Saúde e Económicas como Resposta à Pandemia do SARS-CoV-2 no Brasil”. Disponibilizamos ainda as secções de documentos publicados, normas aprovadas e em consulta, legislação relevante, agenda e prémios para o próximo trimestre, que julgamos ser de relevante interesse para os nossos leitores. O Editor-Chefe Sérgio Vilão Novembro 2020 http://revista.farmacoterapia.pt/index.php/rpf/article/view/306 |
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