Análise do protocolo complementar de investigação diagnóstica dos casos de hanseníase em menores de 15 anos nos municípios prioritários do estado do Rio de Janeiro em 2009 e 2010

Introdução: A ocorrência de hanseníase em crianças e adolescentes é preocupante porque seu aumento é considerado indicador de maior gravidade da endemia hansênica. O Ministério da Saúde instituiu, em 2008, o Protocolo Complementar de Investigação Diagnóstica em Menores de 15 Anos (PCID < 15), a...

Olles dieđut

Bibliográfalaš dieđut
Váldodahkkit: Diana Mary de Araújo Melo Flach, Maria Inês Fernandes Pimentel, Marilda Andrade, Maria Eugênia Noviski Gallo
Materiálatiipa: Artihkal
Giella:English
Almmustuhtton: Instituto Lauro de Souza Lima 2011-11-01
Ráidu:Hansenologia Internationalis
Fáttát:
Liŋkkat:https://periodicos.saude.sp.gov.br/hansenologia/article/view/36207
Govvádus
Čoahkkáigeassu:Introdução: A ocorrência de hanseníase em crianças e adolescentes é preocupante porque seu aumento é considerado indicador de maior gravidade da endemia hansênica. O Ministério da Saúde instituiu, em 2008, o Protocolo Complementar de Investigação Diagnóstica em Menores de 15 Anos (PCID < 15), a ser preenchido pelos profissionais das unidades de saúde quando diagnosticado um caso de hanseníase nesta faixa etária. O presente estudo pretendeu analisar criticamente as informações contidas nas fichas do PCID < 15, nos municípios prioritários do estado do Rio de janeiro. Métodos: Foi realizado estudo seccional retrospectivo, utilizando análise estatística descritiva das informações contidas nos registros dos PCID < 15 nos anos de 2009 e 2010, dos municípios considerados prioritários para a Gerência de Dermatologia Sanitária da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro. Foi analisada a completitude dos campos, incluindo a consistência das informações daqueles referentes à classificação operacional e número de lesões de pele, além da análise epidemiológica das 172 fichas incluídas no estudo. Resultados: O percentual de preenchimento foi excelente, na maioria dos campos; 15,4% destes tiveram percentual de preenchimento considerado regular (itens “prontuário”, “tempo de residência”, “número de pessoas da família com problemas de pele”, e “cicatriz de BCG”). Não foi analisada a porcentagem de preenchimento do campo “grau de incapacidade física”. Ocorreu forte concordância (coeficiente Kappa k = 0,76, p < 0,0001) entre os campos “número de lesões de pele” e “classificação operacional”, com apenas 7% de casos inconsistentes. Houve discreto predomínio feminino, 92,3% dos casos entre 5 e 14 anos, 71,6% com diagnóstico 6 ou mais meses após o surgimento dos primeiros sinais e sintomas, em 58,6% dos pacientes havia história de hanseníase na família, 85% dos casos tinham até 5 lesões de pele e 83,6% tinham cicatriz de BCG. De 127 pacientes com este campo preenchido, 88,1% não tinham incapacidades relacionadas à hanseníase, e estas predominaram na faixa etária de 5 anos ou mais. Conclusões: Apesar de refletir a situação epidemiológica dos pacientes me-nores de 15 anos com hanseníase, considerando a duplicação das informações no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN-hanseníase) e na PCID < 15, uma vez que este seja mantido pelo Ministério da Saúde, consideramos ser importante o aprimoramento de fragilidades observadas.
ISSN:1982-5161