CombinAd: avaliação e melhoria da prescrição de contraceptivos orais combinados na adolescência

Objectivos: Melhorar e adequar a prescrição de contraceptivos orais combinados (COC) às adolescentes da Unidade de Saúde Familiar (USF) do Castelo Tipo de estudo: Pré-experimental, pré e pós intervenção, sem grupo controlo Local: ACES Arrábida - USF Castelo População: Adolescentes com idades compree...

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Bibliographic Details
Main Authors: Gisela Costa Neves, Andreia Silva Sousa, Afonso Brás Sousa
Format: Article
Language:English
Published: Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar 2021-12-01
Series:Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar
Subjects:
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description Objectivos: Melhorar e adequar a prescrição de contraceptivos orais combinados (COC) às adolescentes da Unidade de Saúde Familiar (USF) do Castelo Tipo de estudo: Pré-experimental, pré e pós intervenção, sem grupo controlo Local: ACES Arrábida - USF Castelo População: Adolescentes com idades compreendidas entre os 10 e os 18 anos inscritas na USF Castelo e utilizadoras de COC Métodos: O estudo decorreu através da análise de dados relativamente à dose de estrogénio do COC utilizado e presença ou ausência de contraindicações absolutas entre Fevereiro de 2019 e Fevereiro de 2020, o que permitiu classificar as adolescentes em “bem” ou “mal” medicadas. Procedeu-se a uma primeira avaliação em Fevereiro de 2019. De seguida, foi realizada uma intervenção que consistiu em duas fases. A primeira, uma sessão clínica na USF dirigida aos médicos e enfermeiros onde foram divulgados os dados pré-intervenção e feita uma breve apresentação teórica acerca da utilização adequada de COC na adolescência. A segunda fase consistiu no fornecimento de material auxiliar de memória em formato de bolso e afixação de cartazes nos gabinetes onde decorrem as consultas de Planeamento Familiar. Os outcomes definidos foram: uma taxa de melhoria da prescrição de COC, seis meses depois da intervenção, de 20%; o aumento ou a manutenção da taxa de melhoria inicial, um ano após a intervenção. Foi utilizado o teste exacto de Fisher para comparar as taxas de prescrição adequada pré e pós intervenção. Resultados: Atingiu-se a melhoria da prescrição de COC nas adolescentes seis meses após a intervenção (21,6%), apesar de não ter sido estatisticamente significativa (p=0,331). Contudo, posteriomente, verificou-se duplicação da taxa de prescrições adequadas prévia, com uma taxa de melhoria de 45,6%, estatisticamente significativa (p<0.001). Conclusão: Os profissionais da USF conseguiram implementar as estratégias e melhorar a taxa de prescrições adequadas de COC nas adolescentes. O envolvimento de toda a equipa que realiza aconselhamento contraceptivo poderá ter aumentado a eficácia da intervenção. A aplicação das estratégias em apenas uma unidade limita a generalização dos resultados. Contudo, estratégias simples parecem aumentar a taxa de prescrições adequadas de COC nesta faixa etária.
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