Recidivas associadas à resistência a drogas na hanseníase
A poliquimioterapia/Organização Mundial da Saúde foi implantada efetivamente no Brasil em 1991, contribuindo drasticamente para redução da taxa de prevalência e cura da hanseníase. No entanto, a sua comprovada eficácia não tem impedido a ocorrência de recidiva da doença. Falha no tratamento, persis...
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Published: |
Instituto Lauro de Souza Lima
2009-06-01
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A poliquimioterapia/Organização Mundial da Saúde foi implantada efetivamente no Brasil em 1991, contribuindo drasticamente para redução da taxa de prevalência e cura da hanseníase. No entanto, a sua comprovada eficácia não tem impedido a ocorrência de recidiva da doença. Falha no tratamento, persistência bacilar ou resistência a drogas são fatores que podem ou não estarem associados a ela. O objetivo deste estudo foi verificar a ocorrência de recidiva e associá-la com a presença de cepas resistentes do Mycobacterium leprae entre 28 indivíduos que apresentaram suspeita clínica de recidiva após tratamento por monoterapia sulfônica, esquema da Divisão Nacional de Dermatologia Sanitária ou poliquimioterapia. Biópsias das lesões de pacientes multibacilares, com diagnóstico clínico de recidiva, atendidos por demanda espontânea, foram coletadas para avaliar resistência a drogas por meio da técnica de inoculação em pata de camundongo. Dentre as amostras avaliadas 42,8% apresentaram bacilos sensíveis à dapsona e rifampicina e 10,7% apresentaram resistência à dapsona; não foram isolados bacilos resistentes à rifampicina. A emergência de bacilos resistentes, especialmente à rifampicina, é um alerta para os programas de controle da hanseníase. Monitorar a disseminação destas cepas é importante, pois elas apresentam um sério obstáculo para a eliminação da doença, principalmente em países onde a hanseníase ainda é endêmica.
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publisher | Instituto Lauro de Souza Lima |
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spelling | doaj.art-d7f327e38e2847b99854375990fa0e692023-12-15T14:07:11ZengInstituto Lauro de Souza LimaHansenologia Internationalis1982-51612009-06-0134110.47878/hi.2009.v34.35162Recidivas associadas à resistência a drogas na hanseníaseSuzana Madeira Diório0Patrícia Sammarco Rosa1Andréa de Faria Fernandes Belone2Beatriz Gomes Carreira Sartori3Lazara Moreira Trino4Ida Maria Foschiani Dias Baptista5Elaine Valim Camarinha Marcos6Jaison Antonio Barreto7Somei Ura8Pesquisadora Científica. Mestre em Doenças Tropicais. Chefe da Equipe Técnica de Microbiologia do Instituto Lauro de Souza Lima/Bauru – SP.Pesquisadora Científica. Doutora em Doenças Tropicais. Equipe Técnica de Biologia do Instituto Lauro de Souza Lima/Bauru – S.Pesquisadora Científica. Doutora em Patologia. Chefe da Equipe Técnica de Patologia do Instituto Lauro de Souza Lima/Bauru – SP Biologista. Equipe Técnica de Microbiologia do Instituto Lauro de Souza Lima/Bauru – SPBiologista. Equipe Técnica de Microbiologia do Instituto Lauro de Souza Lima/Bauru – SPPesquisadora Científica. Doutora em Biologia Celular e Molecular. Equipe Técnica de Microbiologia do Instituto Lauro de Souza Lima/Bauru – SPPesquisadora Científica. Mestre em Doenças Tropicais. Equipe Técnica de Farmacologia e Bioquímica do Instituto Lauro de Souza Lima/Bauru – SPMédico Dermatologista. Mestre em Ciências/Saúde PúblicaPesquisador Científico. Médico Dermatologista. Mestre em Doenças Tropicais. Diretor da Divisão de Pesquisa e Ensino do Instituto Lauro de Souza Lima/Bauru – SP A poliquimioterapia/Organização Mundial da Saúde foi implantada efetivamente no Brasil em 1991, contribuindo drasticamente para redução da taxa de prevalência e cura da hanseníase. No entanto, a sua comprovada eficácia não tem impedido a ocorrência de recidiva da doença. Falha no tratamento, persistência bacilar ou resistência a drogas são fatores que podem ou não estarem associados a ela. O objetivo deste estudo foi verificar a ocorrência de recidiva e associá-la com a presença de cepas resistentes do Mycobacterium leprae entre 28 indivíduos que apresentaram suspeita clínica de recidiva após tratamento por monoterapia sulfônica, esquema da Divisão Nacional de Dermatologia Sanitária ou poliquimioterapia. Biópsias das lesões de pacientes multibacilares, com diagnóstico clínico de recidiva, atendidos por demanda espontânea, foram coletadas para avaliar resistência a drogas por meio da técnica de inoculação em pata de camundongo. Dentre as amostras avaliadas 42,8% apresentaram bacilos sensíveis à dapsona e rifampicina e 10,7% apresentaram resistência à dapsona; não foram isolados bacilos resistentes à rifampicina. A emergência de bacilos resistentes, especialmente à rifampicina, é um alerta para os programas de controle da hanseníase. Monitorar a disseminação destas cepas é importante, pois elas apresentam um sério obstáculo para a eliminação da doença, principalmente em países onde a hanseníase ainda é endêmica. https://periodicos.saude.sp.gov.br/hansenologia/article/view/35162Mycobacterium lepraehanseníaserecidivaresistência a drogas |
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