Summary: | As propostas metodológicas para o ensino de línguas estrangeiras das últimas décadas, ao optarem por adotar um referencial teórico sociointeracionista na definição mais geral da concepção de linguagem e ensino e outro, mais formalista, na fundamentação dos procedimentos empíricos da sala de aula, acabaram por nos colocar numa espécie de limbo metodológico, ou seja, uma metodologia imprecisa teoricamente e confusa na prática. Nesse sentido, este artigo propõe uma discussão acerca dos problemas teórico-metodológicos do ensino de LEs, partindo de uma reflexão sobre o enunciado, fundamentada, por sua vez, por uma concepção de linguagem mais ampla, inspirada nas formulações teóricas dos pensadores do Círculo de Bakhtin.
|