Summary: | Este estudo investiga a construção teórico-metodológica de currículo, entendendo-o como elementar à formação humana, e discute o quanto se tornou um dispositivo preso a dogmas e preceitos externos euroamericanizados, provocando distorções e exclusões aos subalternizados historicamente. Trata-se de uma pesquisa de cunho qualitativo e teórico-analítico, alicerçada pelo seguinte problema de pesquisa: de que maneira a construção teórico-metodológica do campo de saber denominado currículo acentuou a exclusão de sujeitos subalternizados, relegando-os a planos secundários, no que tange à educação? Parte-se do princípio de que o fato de o currículo ter sido pensado como artefato cultural europeizado, sob o crivo da geometria moderno-prescritiva, carrega em si marcas semântico-histórico-ideológicas do colonialismo. Dessa forma, as questões sociológicas como raça, negritude e seus desdobramentos foram confinados ao silenciamento. Considerando esses enfoques pertinentes à discussão, os estudos da visão pós-crítica de currículo, bem como os que se referem à interculturalidade crítica decolonial referendam esta pesquisa.
|