As Novas Ordens Alimentares

O livro As Novas Ordens Alimentares lança uma abordagem que deve exercer influência significativa nos estudos agroalimentares durante os próximos anos. É uma obra ambiciosa, instigante e desafiadora. Fruto de mais de 10 anos de pesquisas dos professores Paulo André Niederle (Universidade Federal do...

Full description

Bibliographic Details
Main Author: Fabiano Escher
Format: Article
Language:English
Published: Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro 2019-02-01
Series:Estudos Sociedade e Agricultura
Subjects:
Online Access:https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/ESA27-1_as_novas_ordens
Description
Summary:O livro As Novas Ordens Alimentares lança uma abordagem que deve exercer influência significativa nos estudos agroalimentares durante os próximos anos. É uma obra ambiciosa, instigante e desafiadora. Fruto de mais de 10 anos de pesquisas dos professores Paulo André Niederle (Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS) e Valdemar João Wesz Junior (Universidade Federal da Integração Latino-Americana – UNILA), em interação com outros colegas e membros dos grupos que integram, os autores se esforçam em compreender e analisar as práticas sociais e os mecanismos institucionais envolvidos na construção, na coordenação e na estabilização dos mercados alimentares e agropecuários no Brasil. Por um lado, eles apresentam um referencial teórico extremamente original e inovador, que sintetiza contribuições da Economia das Convenções, do Neointitucionalismo Histórico e Sociológico e da Teoria das Práticas aplicadas à temática. Por outro lado, oferecem uma ampla e profunda análise histórica do sistema agroalimentar do Brasil, país exemplar nesse âmbito, sobre o qual ambos acumulam um vasto conjunto de dados e informações que lhes permitem pintar um quadro empírico abrangente. Com base nessa combinação de proposta teórica inovadora e evidência empírica abrangente, os autores visam superar a insuficiente contraposição entre as representações dominante do “agronegócio” e alternativa da “agricultura familiar” através de uma interpretação mais complexa e nuançada. Assim, soem ir além da homogeneizante imagem midiática do “agro é tech, agro é pop, agro é tudo” e demonstrar que a produção, a distribuição e o consumo alimentar no Brasil, em suas interrelações com os espaços rurais e urbanos, têm na diversidade e na heterogeneidade de práticas, atores e processos as suas marcas definidoras.
ISSN:2526-7752